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Cães e gatos nos tornam pessoas melhores

Sobre a DESAM

O DESAM – DESENVOLVIMENTO DE ASSISTÊNCIA MÚLTIPLA, podendo ser chamado simplesmente de DESAM é sucessor do CENTRO DE REABILITAÇÃO E INTEGRAÇÃO SOCIAL – CRISEC, fundado em 23 de Maio de 1998, com sede e foro na cidade de Vassouras, Estado do Rio de Janeiro.

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Cães e gatos nos tornam pessoas melhores

A relação entre seres humanos e animais de estimação tem passado por profundas transformações ao longo dos anos. O que antes era, muitas vezes, uma convivência baseada apenas em funções práticas, como proteção e vigilância, hoje se tornou uma conexão marcada por afeto, cuidado e pertencimento. Cada vez mais presentes dentro dos lares, cães e gatos conquistaram um lugar especial nas famílias brasileiras, influenciando positivamente a saúde de seus tutores.

Diversos estudos científicos comprovam que a convivência com animais de estimação promove benefícios significativos para o bem-estar humano. A interação com os pets contribui para a redução dos níveis de estresse, ansiedade e solidão, estimulando a liberação de hormônios do prazer, felicidade e relaxamento. Além disso, os pets oferecem companhia constante, fortalecem vínculos afetivos e ajudam a criar uma rotina mais saudável, equilibrada e cheia de carinho.

Essa mudança de percepção sobre os animais também tem sido refletida na legislação brasileira. A recente Lei nº 15.392/2026 representa um importante avanço ao reconhecer a relevância afetiva dos pets dentro das famílias. A norma estabelece critérios para a definição da custódia compartilhada de animais de estimação em casos de separação ou divórcio, quando não há consenso entre as partes.

A legislação determina que, quando o animal conviveu majoritariamente com ambos os tutores durante o relacionamento, ele poderá ser considerado de propriedade comum. Nesses casos, caberá ao Poder Judiciário definir a custódia compartilhada, sempre levando em consideração o bem-estar do animal. A lei também regulamenta a divisão das despesas de manutenção, além de impedir a guarda compartilhada em situações envolvendo violência doméstica ou maus-tratos.

Para a diretora do Hospital Municipal Veterinário São Francisco de Assis, Cândida Pimentel, a nova legislação é resultado de uma mudança cultural que vem acontecendo há anos.
“Antigamente, muitos cães eram mantidos apenas para a guarda das residências, vivendo em condições precárias e recebendo apenas o mínimo necessário para sobreviver. Hoje vemos uma realidade diferente. Os pets estão cada vez mais inseridos dentro dos lares, participando da rotina familiar e recebendo cuidado e afeto. Essa antiga cultura ficou para trás. Acho incrível como a ideia da família multiespécie conquistou espaço e passou a fazer parte do coração das pessoas”, destaca.

Cristiane Rosas é um exemplo dessa relação de afeto. Responsável de Babi Rosas, uma cadela de 12 anos que carrega o sobrenome da família, relata a preocupação diante de uma cirurgia que a companheira precisará realizar.
“Fico com o coração apertado, aflita como se fosse uma filha. Dá medo, nervosismo e uma preocupação enorme com tudo o que pode acontecer. Acho que sofremos ainda mais por serem tão indefesos. É um amor incondicional, difícil até de explicar”, conta.
Histórias como a de Cristiane mostram uma realidade cada vez mais presente nos lares de todo o mundo, os animais deixaram de ser apenas companheiros para se tornarem integrantes da família. Mais do que oferecer companhia, cães e gatos contribuem para uma vida mais saudável e amorosa.

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