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A nova relação entre famílias e pets

Sobre a DESAM

O DESAM – DESENVOLVIMENTO DE ASSISTÊNCIA MÚLTIPLA, podendo ser chamado simplesmente de DESAM é sucessor do CENTRO DE REABILITAÇÃO E INTEGRAÇÃO SOCIAL – CRISEC, fundado em 23 de Maio de 1998, com sede e foro na cidade de Vassouras, Estado do Rio de Janeiro.

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A nova relação entre famílias e pets

A forma como a sociedade enxerga os animais de estimação mudou profundamente nas últimas décadas. O que antes era visto apenas como um animal de guarda ou companhia passou a ocupar um espaço cada vez mais importante dentro dos lares brasileiros.

A medicina veterinária de animais de companhia também evoluiu tanto em questões técnicas quanto nas alternativas diagnósticas e tratamentos mais efetivos e de forma inclusiva, através, por exemplo, dos serviços veterinários públicos, onde o DESAM atua em gestão e infraestrutura.

Hoje, cães e gatos são considerados membros da família, e essa mudança de percepção tem se refletido não apenas nos serviços de proteção animal e nos cuidados oferecidos aos pets, mas também na legislação.

No Centro de Controle de Zoonoses Paulo Dacorso Filho, em Santa Cruz, essa transformação é percebida diariamente. Segundo a diretora técnica responsável, Ariele Araujo, o vínculo entre pessoas e animais evoluiu significativamente.

“Hoje em dia, o pet deixou de ser tratado como um simples cuidador e defensor na varanda e agora faz parte das nossas famílias. Hoje em dia, não falamos mais em tutores; hoje nós temos os responsáveis pelos animais, e isso é de uma importância muito grande para nossos animaizinhos”, destaca.

A mudança de mentalidade também impulsionou a criação e o fortalecimento de leis voltadas à proteção animal. Maus-tratos, abandono e negligência passaram a ser cada vez mais combatidos, reforçando o entendimento de que os animais merecem cuidado, respeito e dignidade durante toda a vida.

Entretanto, um desafio ainda persiste: o etarismo contra os animais idosos. Assim como acontece com pessoas mais velhas, muitos pets acabam sofrendo preconceito por conta da idade avançada, das limitações físicas ou do surgimento de doenças crônicas. Em alguns casos, animais debilitados são abandonados ou até mesmo sacrificados sem que alternativas de tratamento e cuidados paliativos sejam consideradas.

Envelhecer não significa perder o valor. Muitos animais idosos continuam capazes de viver momentos de afeto, conforto e bem-estar quando recebem acompanhamento adequado e o suporte necessário de seus responsáveis.

Esse é o caso da cachorrinha Teca, de 17 anos. Diagnosticada com câncer, ela segue recebendo cuidados constantes de sua responsável, Ester de Castro, moradora de Santa Cruz.

“Estamos buscando oferecer qualidade de vida para ela. Sabemos que as chances de superar a doença são pequenas, mas seguimos com os exames, os medicamentos e todos os cuidados necessários. Enquanto ela estiver viva, se alimentando, bebendo água e conseguindo se locomover, estaremos cuidando dela.”

A história de Teca demonstra uma realidade cada vez mais presente entre as famílias que compreendem que o compromisso com os animais vai além dos momentos de saúde e juventude. O cuidado permanece durante todas as fases da vida, inclusive quando surgem doenças ou limitações.

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