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Você sabe o que é dermatite atópica?

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O DESAM – DESENVOLVIMENTO DE ASSISTÊNCIA MÚLTIPLA, podendo ser chamado simplesmente de DESAM é sucessor do CENTRO DE REABILITAÇÃO E INTEGRAÇÃO SOCIAL – CRISEC, fundado em 23 de Maio de 1998, com sede e foro na cidade de Vassouras, Estado do Rio de Janeiro.

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Você sabe o que é dermatite atópica?

A dermatite atópica canina (DAC) é uma doença multifatorial, pruriginosa e não contagiosa, cujo desenvolvimento e cuja fisiopatologia envolvem fatores genéticos e ambientais.

A disfunção da barreira cutânea e uma resposta imune aberrante são características da doença.

O diagnóstico é difícil e exige a exclusão de outras causas, como ectoparasitos, doenças hormonais ou infecciosas e outros fatores capazes de provocar um desequilíbrio fisiológico da pele e mimetizar os sinais clínicos da dermatite atópica.

O que é a dermatite atópica?

Segundo Juliana Batista, médica-veterinária e especialista em dermatologia veterinária do Hospital Municipal Veterinário Jorge Vaitsman, a dermatite atópica é uma doença alérgica, genética, inflamatória e extremamente pruriginosa — ou seja, provoca coceira intensa.

Ela afeta a pele de animais que nascem com um defeito genético na barreira epidérmica.

Juliana escolheu essa especialidade ainda na faculdade, em 1999, e, desde que se especializou, em 2013, dedica-se à dermatologia.

Segundo ela, os ácaros estão entre os principais agentes desencadeadores da alergia. Mas não são os únicos: tudo o que penetra na pele pode desencadear inflamações e alterações dermatológicas.

Quais cães podem desenvolver a doença?

Raças como Shih Tzu, Bulldog Francês, Pug, Bulldog Inglês e American Bully, além de animais sem raça definida (SRD), podem manifestar a doença com mais facilidade.

Ainda assim, Juliana alerta que isso não é uma regra:

“Qualquer raça pode desenvolver dermatite, que pode aparecer em qualquer época do ano ou em qualquer momento, dependendo de cada organismo”, esclareceu.

Quais são os principais sintomas?

Os responsáveis pelos pets devem ficar atentos a sinais como:

  • Vermelhidão na pele;
  • Coceira intensa;
  • Otite recorrente, que pode ocorrer várias vezes ao ano;
  • Lambedura das patas;
  • Descamação;
  • Crostas;
  • Falhas na pelagem;
  • Áreas com rarefação dos pelos.

A médica alerta que lamber as patas nem sempre é sinal de ansiedade. Em 80% dos casos, esse comportamento pode indicar uma doença alérgica.

Dermatite atópica tem cura?

“É importante salientar que, diante de qualquer alteração na pele do animal, deve-se procurar um médico-veterinário, pois pode ser o início de uma doença alérgica.

E, gente, dermatite atópica não tem cura. É uma doença crônica, que deverá ser tratada por toda a vida do animal, mas que pode ser controlada”, alerta Juliana.

Por isso, o acompanhamento veterinário é fundamental para controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida ao animal.

Por que os casos aumentaram?

Os veterinários vêm observando um aumento nos casos de dermatite nos últimos 20 anos.

Uma das possibilidades apontadas é a mudança no estilo de vida dos animais.

No caso dos cães, por exemplo, antigamente muitos viviam fora de casa, em locais mais abertos, e muitas vezes atuavam como cães de guarda. Ao passarem a viver dentro dos lares, ficaram mais expostos aos ácaros e a outros alérgenos domésticos.

A importância do controle de pulgas

Também é necessário controlar as pulgas. Mesmo dentro de casa, o animal pode estar sujeito a elas, pois esses parasitas podem ser facilmente transportados de um lugar para outro.

As pulgas também são agentes desencadeadores de dermatite atópica e, por isso, o controle adequado desses parasitas faz parte dos cuidados com animais que apresentam alergias.

Como é feito o tratamento?

O tratamento da dermatite pode ser tópico ou sistêmico. Sem tratamento, a doença pode piorar.

Atualmente, medicamentos mais modernos já estão disponíveis no mercado nacional, permitindo diferentes estratégias de controle da doença de acordo com as necessidades de cada animal.

Acompanhamento veterinário é essencial

O mais importante para a saúde e o bem-estar do animal é a parceria entre seu responsável e o médico-veterinário.

O animal não consegue resolver sozinho seus problemas de saúde — afinal, não fala. Por isso, é necessário observar seu comportamento, ficar atento a alterações na pele e levá-lo regularmente ao veterinário.

Ao identificar qualquer sinal diferente, procure orientação profissional. Quanto antes a causa for investigada, mais adequado poderá ser o tratamento e o controle da doença.

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